A Marinha do Exército Popular de Libertação da China (PLAN) voltou a mostrar progressos na incorporação de novas capacidades tecnológicas nas suas fragatas furtivas Tipo 054B. Estas unidades poderão integrar inteligência artificial para reforçar a defesa antiaérea e contam com uma arquitetura de nova geração destinada a otimizar a deteção de ameaças aéreas e a resposta às mesmas.
Inteligência artificial e defesa aérea das fragatas Tipo 054B
Entre os aspetos mais relevantes da fragata Tipo 054B da Marinha chinesa, da qual é exemplo o Luohe (545), está a utilização de algoritmos avançados apoiados por inteligência artificial. Estes poderão reduzir significativamente ou até eliminar pontos cegos na defesa aérea, aumentando a eficácia dos sistemas de combate em cenários complexos.
A arquitetura é complementada por um sistema de comando otimizado, cuja estrutura mais “plana” facilita a interação dos operadores com os sistemas de armas. Dessa forma, as decisões podem ser tomadas com maior rapidez e eficiência durante as operações. A fragata apresenta também melhorias no desenho furtivo: os sensores e as antenas integrados reduzem a assinatura de radar, ao passo que a propulsão é mais eficiente e a autonomia operacional é superior.
Missões e evolução das fragatas Tipo 054B
As fragatas Tipo 054B foram concebidas como plataformas polivalentes, aptas para missões de defesa aérea, guerra antissubmarina e escolta de unidades de maior dimensão, como porta-aviões ou navios anfíbios. Em exercícios recentes, operaram ao lado de contratorpedeiros Tipo 055 e Tipo 052D, demonstrando o seu papel complementar na proteção de grupos de tarefa navais.
Durante treinos da Marinha da China, foi igualmente destacado o seu papel em cenários de elevada exigência. Entre estes figuraram ataques simulados com torpedos, nos quais a guarnição efetuou manobras para se colocar entre a ameaça e unidades de maior valor, reafirmando a função de “última linha de defesa” na formação.
As fragatas Tipo 054B constituem uma evolução direta das Tipo 054A, com maior deslocamento - cerca de 5.000 toneladas - e melhorias nos sensores, nos sistemas de combate e na integração tecnológica. Estas características permitem-lhes operar em águas profundas e participar em missões de projeção de poder para lá do litoral, acompanhando a expansão da Marinha chinesa para capacidades de “águas azuis”.






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