Sabemos que todos têm uma agenda muito preenchida, por isso reunimos todas as semanas as notícias científicas que precisam de conhecer.
Esta Semana na Ciência: a IA tornou-se um pouco mais organizada, golfinhos foram observados a ensinar técnicas de pesca e um tratamento inédito para alergias apresentou resultados promissores.
Começamos por: 1.000 agentes de IA começaram a chegar a acordo sem que ninguém lhes tivesse dito para o fazer
Também esta semana:
- O rover da NASA disparou um laser contra uma rocha em Marte e encontrou uma surpresa digna de uma gema
- Golfinhos foram filmados a caçar com conchas ao largo da costa oriental da Austrália pela primeira vez
- Os legumes do mundo estão a desaparecer, prejudicando silenciosamente a nossa alimentação
- Primeiro ensaio do género contra alergias alimentares obtém resultados «entusiasmantes»
- Alguns vinhos tintos poderão estar condenados à medida que as secas se tornam mais frequentes
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1.000 agentes de IA começaram a chegar a acordo sem que ninguém lhes tivesse dito para o fazer

(Just_Super/iStock/Getty Images Plus)
Imagine colocar 1.000 agentes de inteligência artificial (IA) numa sala virtual e pedir a cada um que escolha entre duas opções sem significado.
Não existe uma resposta certa. Não recebem qualquer recompensa por concordarem, não lhes é dada uma instrução para cooperar nem têm a ajuda de um líder. Ainda assim, alguns dos agentes de IA mais capazes da actualidade podem acabar por tomar a mesma decisão.
Trata-se de mais do que uma experiência curiosa. Isto sugere que grandes grupos de agentes de IA poderão coordenar-se sem controlo centralizado, formando potencialmente colectivos maiores do que os grupos humanos informais.
Num novo estudo publicado na Science Advances, investigadores mostram como surge este consenso espontâneo - e porque poderá ser útil ou perigoso.
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«Muito inesperado»: rover da NASA disparou um laser contra uma rocha em Marte e encontrou uma surpresa digna de uma gema

Rochas comuns em Marte continham um mineral de gema que os cientistas não esperavam encontrar. (Ollila et al., Geophys. Res. Lett., 2026)
Quando o rover Perseverance da NASA utilizou o seu laser para analisar algumas rochas claras espalhadas pela cratera Jezero, em 2025, os cientistas não esperavam encontrar nada fora do comum.
Mal imaginavam o que os esperava.
As rochas continham algo nunca antes encontrado em Marte: um mineral que, na Terra, pode literalmente constituir um tesouro.
O mineral era corindo, o material cristalino que dá origem a rubis e safiras. Havia ainda um vestígio de crómio, o elemento que confere aos rubis os seus característicos tons entre o vermelho e o rosa.
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Imagens incríveis mostram golfinhos a caçar com conchas ao largo da costa oriental da Austrália - e possivelmente a transmitir a técnica

Um golfinho vem à superfície com uma concha no «nariz». (Universidade da Sunshine Coast)
Golfinhos ao largo da costa de Queensland, na Austrália, foram filmados a usar uma técnica raramente observada, conhecida como «caça com conchas», para capturar as suas presas.
Os roazes-do-Indo-Pacífico (Tursiops aduncus), também chamados «buthu» na língua indígena Butchulla, são animais inteligentes conhecidos por utilizarem ferramentas.
Contudo, muito poucas pessoas alguma vez viram estes golfinhos a caçar com conchas, quanto mais registaram esse comportamento em vídeo.
Os novos vídeos, gravados em Hervey Bay, foram apresentados por investigadores da Universidade da Sunshine Coast num estudo publicado na Marine Mammal Biology.
«No segundo em que vi aquela concha no ar, percebi imediatamente o que estava a acontecer», disse à ScienceAlert a ecóloga comportamental Alexis Levengood.
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Os legumes do mundo estão a desaparecer, prejudicando silenciosamente a nossa alimentação

(mr_morton/E+/Getty Images)
A maioria de nós está muito longe de consumir legumes em quantidade suficiente, e sofre as consequências para a saúde.
Ao mesmo tempo, cultivamos cada vez menos variedades de legumes, agravando a redução da diversidade nas nossas dietas.
Um novo relatório publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, elaborado por uma equipa internacional de especialistas em nutrição, agricultura e botânica, sugere que adoptar a biodiversidade dos legumes poderá ser essencial para melhorar a nossa saúde e a do planeta.
O cientista agrícola Maarten van Zonneveld, que liderou a investigação enquanto trabalhava no Centro Mundial de Legumes, afirma que as actuais abordagens à agricultura não bastam para resolver os problemas nutricionais mundiais.
«A solução não passa apenas por cultivar mais legumes - passa também por cultivar mais tipos de legumes», afirma.
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Primeiro ensaio do género contra alergias alimentares obtém resultados «entusiasmantes»

(Mypurgatoryyears/iStock/Getty Images)
Os investigadores avançaram consideravelmente no desenvolvimento de tratamentos para alergias alimentares: tanto as imunoterapias orais como os adesivos cutâneos ajudam a dessensibilizar crianças ao amendoim, protegendo-as caso ingiram pequenas quantidades.
Outra possível forma de reeducar o sistema imunitário passa pelo intestino, que alberga uma enorme colecção de bactérias e outros micróbios capazes de beneficiar ou prejudicar a saúde.
Num novo ensaio, os cientistas administraram a 15 adultos com alergia ao amendoim cápsulas que continham microbiota fecal: essencialmente, comunidades de bactérias intestinais cuidadosamente processadas, extraídas das fezes de dadores saudáveis.
Esta técnica, designada transplante de microbiota fecal ou transplante de matéria fecal (TMF), é uma terapia promissora que visa «reiniciar» o microbioma intestinal.
Em ensaios em humanos, ajudou a atenuar a depressão, a doença inflamatória intestinal, a diabetes de tipo 2 e outros problemas, embora não resulte em todas as pessoas.
A investigação também demonstra que tratar ratinhos com uma selecção cultivada de bactérias intestinais suprime as suas alergias alimentares.
Agora, alguns dados em humanos indicam que os transplantes fecais poderão ajudar de forma semelhante.
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O Pinot Noir poderá estar condenado à medida que as secas se tornam mais frequentes

(Yulia Shaihudinova/Moment/Getty Images)
À medida que a Europa Ocidental se aproxima do fim do seu verão mais quente de sempre, os produtores das regiões vinícolas mais célebres do mundo começam as vindimas mais cedo, desde que as uvas não tenham sido queimadas pelo calor dos incêndios e da seca.
Todos os indícios apontam para que as regiões vinícolas da Europa e de todo o mundo continuem a ser afectadas por condições mais quentes e secas.
Um estudo recente, realizado por especialistas em viticultura de institutos de França, Alemanha e Argentina, avaliou como poderão comportar-se duas das castas de vinho mais populares - Pinot noir e Chardonnay - à medida que a seca se torna mais comum com o avanço das alterações climáticas nos próximos anos.








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