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Malva-real nas fachadas: a função da planta no controlo da humidade

Pessoa a plantar flores coloridas num canteiro junto a uma casa numa rua tranquila.
Neste artigo
  1. Que flor se vê nas fachadas das cidades?
  2. Porque se plantava a malva-real junto aos muros?
  3. Como ajuda esta planta a controlar a humidade?
  4. A malva-real continua a ser útil nas casas atuais?
  5. Como cultivar malva-real perto de fachadas?

A malva-real, cujo nome científico é Alcea rosea, pode ser encontrada junto a fachadas, muros e casas antigas em numerosas povoações europeias. As suas flores altas e coloridas parecem ter apenas valor ornamental, mas a planta também era utilizada para ajudar a lidar com a humidade na base das paredes, sobretudo em edifícios antigos sem impermeabilização moderna.

Que flor se vê nas fachadas das cidades?

A malva-real cresce na vertical, com hastes altas e flores que podem ser cor-de-rosa, brancas, vermelhas, roxas ou amarelas. Como costuma desenvolver-se junto a muros e paredes, passou a fazer parte da paisagem das ruas antigas, das casas rurais e das fachadas de pedra.

As flores distribuem-se ao longo da haste, formando uma coluna colorida junto ao edifício. Este aspeto faz com que muitas pessoas a associem apenas à decoração, sem saberem que, no passado, a sua presença também tinha uma função prática.

Porque se plantava a malva-real junto aos muros?

Nas casas antigas, a humidade podia subir a partir da base das paredes, em particular depois de períodos de chuva. Como muitos edifícios não dispunham de barreiras modernas contra infiltrações, plantar espécies de raízes profundas junto aos muros era uma forma simples de ajudar a absorver parte da água acumulada no solo.

  • Raízes profundas: procuram água nas camadas inferiores do solo.
  • Folhagem densa: aumenta a transpiração e o consumo de água da planta.
  • Crescimento vertical: permite-lhe ocupar pouco espaço junto à parede.
  • As flores contribuíam também para embelezar fachadas simples.
  • A planta podia disfarçar imperfeições, ralos e marcas antigas nos muros.

Como ajuda esta planta a controlar a humidade?

Para crescer bem, a malva-real precisa de água, sobretudo durante os períodos quentes. Plantada ao pé de uma parede, pode absorver parte da humidade dessa zona e contribuir para que o terreno em redor fique menos encharcado.

  • Desenvolve-se melhor em solos bem drenados.
  • O muro ajuda a protegê-la dos ventos fortes.
  • Nos dias frios, o calor acumulado pela parede favorece o seu desenvolvimento.
  • As raízes tendem a crescer mais em profundidade do que para os lados.
  • Por isso, não costuma levantar pavimentos como acontece com espécies de raízes agressivas.

A malva-real continua a ser útil nas casas atuais?

Nas construções modernas, a malva-real não substitui a impermeabilização, uma drenagem adequada nem as reparações necessárias para combater infiltrações. Se houver bolor, paredes a descascar ou humidade persistente, é necessária uma avaliação técnica do problema.

Ainda assim, a planta mantém interesse paisagístico. Valoriza os muros, acrescenta altura ao jardim, atrai polinizadores e suaviza fachadas de aspeto muito rígido, sobretudo em casas de estilo rústico ou em espaços exteriores soalheiros.

Como cultivar malva-real perto de fachadas?

Convém escolher um local soalheiro, com solo drenado e espaço para as hastes crescerem sem tapar portas ou janelas. A planta aprecia regas regulares, mas não o encharcamento permanente, pelo que o solo deve permitir um bom escoamento da água.

A malva-real mostra como muitas tradições de jardinagem surgiram da observação prática. Além de decorar e perfumar a paisagem, ajudava a disfarçar imperfeições e podia contribuir para controlar a humidade em redor das paredes, reunindo beleza e função numa só planta.

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Inês Margarida Carvalho

Inês Margarida Carvalho é técnica superior de intervenção social, com experiência em desenvolvimento comunitário, envelhecimento ativo e apoio a famílias. Colabora com projetos ligados ao CSPSJ, dedicando-se à promoção da inclusão, do bem-estar social e da participação da comunidade.

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