A inteligência artificial está a passar de ferramenta de apoio aos passageiros para elemento central das decisões comerciais e operacionais das companhias aéreas. Esta foi a principal mensagem transmitida pela Hitit, empresa turca de tecnologia especializada em soluções para a aviação, à margem da conferência ALTA AGM 2026, que decorre na Cidade do México.
As cinco etapas da inteligência artificial nas companhias aéreas
Numa apresentação intitulada «IA: dos assistentes de conversação à inteligência comercial», a Hitit descreveu a evolução da maturidade da IA nas companhias aéreas através de cinco etapas progressivas:
- Assistir: assistentes de conversação e copilotos.
- Automatizar: automatização de fluxos de trabalho repetitivos.
- Prever: previsão da procura, de perturbações e de necessidades de manutenção.
- Personalizar: apresentação da «próxima melhor opção» ao cliente.
- Otimizar: tomada de decisões comerciais em tempo real.
De acordo com a empresa, as aplicações de maior valor concentram-se cada vez mais nos processos de decisão das próprias companhias aéreas, em vez de se limitarem à interação com os passageiros.
Aplicações comerciais, de apoio ao cliente e operacionais
A apresentação identificou três grandes áreas de aplicação da inteligência artificial:
- Comercial: gestão de receitas, definição dinâmica de preços e serviços auxiliares.
- Cliente: personalização, atendimento e recuperação após perturbações.
- Operações: IROPS (operações irregulares), gestão de aeronaves e tripulações, e previsão.
Entre os dados apresentados, destacou-se o facto de 63% das companhias aéreas inquiridas pela SITA já recorrerem à inteligência artificial para apoiar decisões operacionais fundamentais.
A informação divulgada pela Hitit provém do relatório «Perspetivas sobre as Tecnologias de Informação no Transporte Aéreo 2025», da SITA.






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