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Estudo sugere corindo, incluindo rubis e safiras, em rochas de Marte

Rover com braço robótico a recolher amostras de solo marciano com minerais brilhantes e maquinaria de coleta.
Neste artigo
  1. Estudo sugere a presença de corindo, incluindo rubis e safiras, em rochas marcianas
  2. Corindo e os cristais semelhantes a rubis em Marte
  3. Possíveis processos de formação na cratera Jezero

Estudo sugere a presença de corindo, incluindo rubis e safiras, em rochas marcianas

Astrónomos identificaram minúsculos cristais semelhantes a rubis em rochas de Marte. A descoberta resultou de análises por laser realizadas pelo rover Perseverance na cratera Jezero. O estudo foi apresentado na 57.ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, no Texas, e está a ser preparado para publicação na revista Geophysical Research Letters.

Os cristais surgiram nas chamadas «rochas flutuantes», fragmentos que poderão ter sido deslocados por impactos de meteoritos ou pela actividade geológica. A análise efectuada com o laser SuperCam revelou que três das amostras examinadas contêm corindo, um mineral composto por alumínio e oxigénio, com inclusões de crómio.

Corindo e os cristais semelhantes a rubis em Marte

O corindo é uma das substâncias naturais mais duras, sendo superado apenas pelo diamante. Na sua forma pura, não tem cor, mas impurezas como crómio, ferro ou titânio podem dar-lhe tonalidades intensas. O crómio, por exemplo, origina rubis vermelhos, enquanto o ferro e o titânio produzem safiras azuis.

Os investigadores salientam que a composição química exacta dos cristais ainda não foi determinada. Por esse motivo, não é possível concluir definitivamente se se trata de rubis ou de outra variedade de corindo. Os cristais encontrados medem menos de 0,2 mm, uma dimensão que dificulta a sua análise.

Possíveis processos de formação na cratera Jezero

Na Terra, o corindo forma-se através de processos metamórficos e magmáticos associados à actividade tectónica. Em Marte, porém, onde os processos tectónicos não estão confirmados, os cientistas consideram que estes cristais poderão ter-se formado sob temperaturas e pressões elevadas provocadas por impactos de meteoritos.

A investigação indica igualmente que fluidos hidrotermais gerados durante os impactos podem ter contribuído para a formação do corindo. Ainda assim, serão necessárias mais amostras encontradas no seu contexto original para confirmar esta hipótese.

Anteriormente, foram detectados indícios de quartzo, opala e outros minerais potencialmente preciosos na cratera Jezero e noutras regiões marcianas. Isto sugere que Marte pode ser um «laboratório» para a formação de minerais raros.

Os cientistas esperam que estudos futuros permitam esclarecer os mecanismos de formação do corindo em Marte e estabelecer a sua distribuição. Estes trabalhos poderão também fornecer novos dados sobre a história geológica do Planeta Vermelho.

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Inês Margarida Carvalho

Inês Margarida Carvalho é técnica superior de intervenção social, com experiência em desenvolvimento comunitário, envelhecimento ativo e apoio a famílias. Colabora com projetos ligados ao CSPSJ, dedicando-se à promoção da inclusão, do bem-estar social e da participação da comunidade.

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